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SUYEN A.
MIRANDA
Publicitária, jornalista pela USP, com especialização em Finanças, pesquisa Profissional, Espiritual, Corporativa e Ambiental. Acredita que a harmonia entre elas traz o que todos buscam: desfrutar plenamente do maior presente que há - O MOMENTO PRESENTE! |
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Morar sozinho: quanto custa e como calcular se há condições... Antes de sair com um sonho na mão - liberdade e tranquilidade - e apreensões na cabeça, analise bem o que precisa ser levado em conta para alçar a liberdade e responsabilidade de morar sozinho ou sozinha (isso vale para homens também!). Recebo muitas perguntas sobre isso e aqui apresento algumas delas respondidas para ajudar a tomar a melhor decisão sem estragar o sonho por falta de dinheiro... 1. Como deve ser a avaliação
dos gastos e da renda mensal da mulher que deseja morar sozinha? R:
Morar sozinha implica em ter condições de bancar não somente os custos de
moradia mas também ter uma margem para imprevistos, variáveis inesperadas
(empregabilidade, imprevisibilidade nos pagamentos, despesas de saúde ou outras
que não integram a rotina do orçamento). Há também o lado comportamental, ter
ciência de que será necessário repensar o consumo de modo a ter sempre uma
reserva já que morando sozinha há mais custos em jogo do que com a proteção da
família ou dividindo com namorado, marido ou mesmo amigos. 2. Como deve ser esse
planejamento? R:
Ideal é ter uma reserva capaz de manter por oito meses as contas e despesas de
se morar sozinho; exemplo: calculando que para bancar aluguel, luz, água
(condomínio), taxas, telefonia, transporte, alimentação, vestimenta e despesas
extras a mulher irá gastar mensalmente R$ 2 mil, é importante ter uma reserva
de R$ 16 mil, que corresponde a oito meses de despesas sem nenhuma entrada de
capital. Isso é importante principalmente para evitar situações desagradáveis de
desemprego, atrasos no pagamento de salários ou mesmo a impossibilidade de
trabalhar. Outro detalhe é que antes deste cálculo é preciso antever os custos
da montagem do "lar independente", que são o mobiliário (cama, fogão,
geladeira, sofá, etc.), além de eventuais reformas no imóvel para ter uma
moradia confortável. Costumo dizer que se não existem estes recursos e a
moradia será desagradável, melhor poupar mais para sair "bem", sem
correr o risco de retornar para o antigo lar por falta de condições de moradia
Morar sozinha é como casar, tem que estar bem preparada para que dê tudo certo. 3. Se as contas
"baterem" exatamente com o salário mensal, ainda assim, ela pode
morar sozinha? R:
Muito arriscado, até demais. Só se for em caso de emergência, risco de vida,
algo que impeça permanecer morando com outras pessoas. Lembre-se que para sair
é preciso montar o lar antes, e isso costuma custar pelo menos R$ 5 mil (o
custo de fogão, cama, geladeira, além de roupa de cama, panelas, talheres,
pratos, etc., custos que muita gente se empolga e esquece). Para iniciar a
independência de forma inteligente é melhor que o orçamento tenha uma folga de
10% mensal para a montagem da nova casa. 4. É necessário fazer uma
poupança mensal? Quanto tempo antes? R:
Pelo menos oito meses de despesas, como dito na pergunta 2; o tempo vai
depender muito da disciplina de cada pessoa. O ideal é que isso seja feito de
forma inteligente, ou seja, para começar a poupar para este projeto
"independente", as finanças devem estar em ordem, sem dívidas
pendentes, restrições de crédito (SPC, Serasa), pois fica muito difícil viver
sozinha começando com dívidas que corroem qualquer orçamento. 5. Quanto devo guardar da
renda para essa poupança? R:
Se morar sozinha é o objetivo, então toda a prioridade na economia deve
reverter para este projeto. Vale inclusive fazer trabalhos extras para render
um dinheiro a mais voltado para o projeto de ser independente na moradia. No
dia a dia, depois da casa montada, é fundamental ter sempre uma reserva mensal
na poupança não só para a casa mas para a realização de projetos e sonhos, que
vão além de morar sozinha. 6. Quais são as despesas que
costumam pesar mais no orçamento? R:
Aluguel e condomínio pesam, mas são custos fixos, que todo o mês tem o mesmo
valor, portanto fáceis de prever e planejar. O que noto é um descontrole no
consumo da alimentação e compras de impulso, itens que quebram qualquer
planejamento eficaz. 7. Viver de aluguel ainda é um
bom negócio? R:
Ter imóveis alugados e receber aluguéis mensais é um bom negócio para quem não
quer correr riscos, pois é um investimento tradicional, sem variações. O que
melhor remunera são aluguéis comerciais, menos sujeitos a inesperados, como
falha no pagamento mensal do aluguel e facilidade de locação. 8. E quando se tem uma boa
parcela para pagar o apartamento, vale apenas investir essa quantia e depois
financiar? O que você recomenda? R:
Sem dúvida quanto maior for a entrada para a compra de um imóvel melhor será a
condição de financiamento, com parcelas menores e em menos tempo. Há quem pense
"prefiro financiar enquanto estou morando", e nisso há uma chance
grande de perder dinheiro principalmente porque, se a parcela for pesada e por
muito tempo, em qualquer atraso sequencial a perda do bem é um risco concreto.
Sem falar que é desmotivador pagar juros que são altos (cerca de 1% ao mês e
taxas) por períodos longos, de |
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